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Comentarista de futebol e mulheres
Marcelo Rubens Paiva diz homens são 'Alemanha' e
mulheres, o 'Brasil'
O escritor Marcelo Rubens Paiva tem um método: passa
para o computador muitas das histórias que ouve, assim
que chega em casa. O que não quer dizer que essa matéria
prima alimente suas obras de forma literal. Em O Homem
Que Conhecia As Mulheres (Objetiva, 159 págs., R$34,90),
livro de contos recém-lançado, ele apresenta diferentes
perfis femininos. "Quatro amigas leram o livro e se
identificaram com a pingucinha. Acharam que estava
falando delas. Uma ficou indignada e criou uma
comunidade no Orkut. Pior é que a inspiração foi outra",
diverte-se.
Crônico da cultura contemporânea urbana, Paiva acredita
que conhece as mulheres. E justifica: "Tenho irmã,
sobrinha e convivo muito com as minhas ex. Uma virou
minha advogada, outra é a minha massagista".
O escritor admite que adora dar conselhos às mulheres:
"Homem é como futebol alemão, de resultados. Já a mulher
é futebol brasileiro. Pode jogar espetacularmente ou
perder vergonhosamente", compara ele, que acaba de
relançar o seu livro de estréia, Feliz Ano Velho.
Aos 47 anos, Paiva persegue também as mulheres no
teatro. Na peça Amo-te, que estréia esse semestre no
Rio, fala de uma mulher que apanha do marido e se
refugia na casa do ex.
"Já fui casado e nunca bati. Uma vez terminei um namoro
porque fui xingado. Queria falar sobre os limites do
amor, será que porrada é o limite de uma relação?".
Zean Bravo
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