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Marcelo
Rubens
Paiva
nasceu
em
1959,
em
São
Paulo.
Escritor,
dramaturgo
e
jornalista,
estudou
na
Escola
de
Comunicações
e
Artes
da
USP,
freqüentou
o
mestrado
de
Teoria
Literária
da
Unicamp
e o
King
Fellow
Program
da
Universidade
de
Stanford,
na
Califórnia.
Publicou
cinco
romances:
Feliz
ano
velho
(1982,
Prêmio
Jabuti),
Blecaute
(1986),
Uabrari
(1990),
Bala
na
agulha
(1992)
e
Não
és
tu,
Brasil
(1996)
e
Malu
de
Bicieta
(2004).
Publicou
também
o
livro
de
crônicas
As
Fêmeas
(1994).
Foi
traduzido
para
o
inglês,
espanhol,
francês,
italiano,
alemão
e
tcheco.
Como
dramaturgo,
escreveu:
525
linhas
(1989);
O
predador
entra
na
sala
(1997);
Da
boca
pra
fora
– e
aí,
comeu?
(1999,
Prêmo
Shell);
Mais-que-imperfeito
(2000);
Closet
Show
(2001);
e
No
retrovisor
(2002).
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1982
Feliz Ano Velho
"Levei um ano
para escrever, tinha 26 anos. Ouvia
Clash, era punk. Fiz só um tratamento depois
de escrever, é o meu livro mais visceral. É
um livro que tem muitos flash-backs, que
apareciam quando eu estava cansado de
escrever a história principal, do acidente,
e começava a falar de outras coisas".
(Estado de São Paulo, 28/06/06) |
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1986
Blecaute
"Nessa época eu
ouvia The Cure, Joy Division, coisas mais
obscuras e era amigo de um pessoal
barra-pesada. São Paulo foi envolvida por
uma onda de pessimismo, se falava muito em
holocausto nuclear. O livro é baseado na
fantasia de você acordar um dia e a cidade
estar vazia. Uso muito do realismo
fantástico." (Estado de São Paulo,
28/06/06) |
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1990
UA:BRARI
"É o meu livro mais
chapado, eu morava com um pessoal muito
doido e fumava maconha o dia inteiro - por
isso, escrevi esse livro sob efeito de
entorpecentes, digamos assim. Foi uma época
também em que eu viajava muito para a
Amazônia. Fala de coisas como traição,
traição entre irmãos, do santo daime e da
própria Amazônia." (Estado de São
Paulo, 28/06/06) |
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1992
Bala na Agulha
"É um livro
que eu escrevi um pouco inspirado pela
linguagem policial, quando o Rubem Fonseca
explodiu como literatura de primeira
qualidade e se perdeu o preconceito sobre o
estilo. Por causa dessa linguagem é um livro
esquematizado, com estrutura rígida. Já
vendi os direitos, muita gente quer filmar,
mas não filma." (Estado de São
Paulo, 28/06/06) |
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1996
Não és tu Brasil
"Levei seis
anos pesquisando para esse livro. Achava que
ia encerrar minha carreira ali, e viver das
glórias do passado. É um livro bastante
pessoal, porque falava bastante da minha
infância. Revela informações sobre a
guerrilha do Vale do Ribeira, uma mistura de
ficção e história em torno da figura do
Carlos Lamarca." (Estado de São
Paulo, 28/06/06) |
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2004
Malu de Bicieta
"Malu de Bicileta é a
história de amor entre um homem que foi um 'galinha' no
passado e uma mulher misteriosa. O 'galinha' desconfia
que ele está o traindo, e fica desesperado pois ela foi
a única mulher que ele amou de verdade'.
(Marcelo Rubens Paiva, no
Chat do UOL) |
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Em 1987, foi lançado o filme Feliz Ano
Velho, baseado no livro homônimo de
Marcelo Rubens Paiva. A produção saiu
vencedora de sete Kikitos no Festival de Gramado, incluindo o de
Melhor Filme pelo
Júri Popular. No elenco, Marcos Breda (no
papel protagonista, Mário), Malu Mader
(Ana/Ângela), Eva Wilma (Lúcia), Marco
Nanini (Beto), Betty Goffmann (Soninha),
Isabel Ribeiro (Gisela), entre outros.
Feliz Ano Velho é disponível em DVD. |
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2003
O Amor e Outras Curvas |
1999
Da Boca pra Fora – E Aí, Comeu? (Prêmio Shell) |
2001
As Mentiras que os Homens Contam
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"No livro, pequenas histórias
colocam os personagens em situações
embaraçosas devido a mentiras inocentes,
como a do casal que mente para cancelar um
compromisso na casa de um amigo e se vê
obrigado a se esconder, pois os amigos fazem
de tudo, para checar se é verdade ou mentira.
Percebi que essas histórias podiam ser
amarradas em uma só, em que o casal feliz no
casamento se vê diante de um ambiente em que
a norma são as crises".
(Marcelo Rubens Paiva)
Fonte:
Babado (em
11/08/2005
- Oscar Magrini
estréia a
peça As Mentiras que os Homens Contam) |
2002
Os Marcianos |
A peça Os Marcianos foi
escrita especialmente por Marcelo Rubens
Paiva para a Mostra de Dramaturgia
Contemporânea. Narra as peripécias de um
casal de astronautas brasileiros que é
enviado a Marte para fornicar e dar à luz ao
primeiro ser nascido no planeta vermelho.
"Quando fui convidado para a Mostra, a
primeira coisa que me veio à cabeça foi
homenagear o teatro besteirol. Resolvi
escrever uma comédia rasgada, despretensiosa
e leve, apesar de existir muito preconceito
contra esse gênero. Parti de uma situação
absurda, para colocar em cheque um dos mitos
brasileiros: o de sermos um povo aberto e
sexual", conta o autor.
Fonte: São Paulo ImagemData |
2005
Amo-te - Você nunca amou alguém tanto assim |
A história da peça começa quando Carol,
ex-atriz, que abandonou tudo para virar
professora de espanhol, apanha do marido e
pede ajuda ao ex-namorado, Dan, um
dramaturgo em ascensão. Do diálogo dos dois
vão surgindo diversas questões filosóficas
envolvendo a vida do casal e o meio que os
une. |
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