"Bala na Agulha não é um romance fácil de classificar. É policial? É político, erótico? Não. BAla na Agulha dispensa classificação. É um romance puro, de grandiosa simplicidade, escrito numa linguagem direta e veloz. É daqueles livros que o leitor não consegue largar. No país de Machado de Assis e Guimarães Rosa, é difícil que uma leitura despretensiosa e de entretenimento se imponha.

BAla na Agulha é uma aventura: o narrador, um garoto de programa que se torna traficante, vê-se envolvido num assassinato em Nova York e é obrigado a fugir. Mas isso não seria tão simples como ele imagina - parece que tudo e todos conspiram contra ele. De volta ao Brasil, descobre que seu pai é o novo herói da nação: foi eleito primeiro-ministro. Mas isso não significa que seus problemas teriam fim - ao contrário, com sua volta para a casa dos pais, sua situação fica cada vez pior e o número de pessoas envolvidas não pára de aumentar.

Este livro é mais uma surpresa de Paiva. O leitor reconhecerá, em suas páginas, semelhanças com fatos que marcaram a história do país: o sub-mundo das drogas e da prostituição em simbiose com as mais altas esferas do poder". [Editora ARX, 2003]